O manifesto Ágil
A origem
Quem estudou em uma escola tradicional – seja “boa” ou “ruim” – sabe do tamanho do desgosto que uma criança passa até se formar no colégio.
Exercícios, provas, trabalhos, faltas, notas baixas, recuperação, vestibular - Nooo…..!
O pior é que as “instituições de ensino” querem “ensinar”.. e as crianças – teoricamente – adoram aprender! E surgiu a pergunta: qual o real problema?
A resposta do Mestre
A alguns anos atrás conheci o mestre Zen. Conversamos assim:
- [...] Dieguito, a educação atual é focada em qual nota tiramos, quanto sabemos e quantas aulas fizemos. Quantos trabalhos entregamos, quantas questões acertamos… E isto é o que odiamos. As crianças também.
- Porquê, mestre Zen?
- Meu querido, porque ninguém gosta de ser tratado como idiota bobo. Você estudou, estava lá com o professor por 5 horas/dia, e alguém vem medir depois de 2 meses se você “realmente aprendeu”? A escravidão já acabou – e faz tempo!!! Exatamente 118 anos, para nós.
- Mas, amado mestre, o que faríamos sem provas?
- Os “bons alunos” de hoje ou são apaixonados por provas ou se borram de medo delas. Sem provas, eles aprenderiam com gosto, paixão e amor pelo assunto.
O Mestre chamava isso de educação qualitativa.
Sem provas?
Então que o “Dieguito” aqui parou e pensou:
- tchêêê, o Mestre Zen é um doido. Sem provas ninguém aprende, nem se desenvolve…. Será?
Uma equipe de psicólogos resolveu fazer uma experiência com crianças para avaliar sua produtividade.
How Rewards can backfire and reduce motivation
- 10 more brilliant social psycology studies.
Resultado: As crianças mais produtivas são as que não sabem que estão sendo medidas.
A pesquisa também diz que a origem da maior produtividade é justamente o foco no que elas gostam. E claro, um estímulo sempre ajuda…
O que isso muda a minha vida?
Esta mudança para o qualitativo já está ocorrendo nas escolas. Quer um exemplo? Escola Lumiar.
Também ocorreu nos sites de busca: menor quantidade de botões, maior qualidade de resposta.
Nas empresas de software, temos muito a evoluir: Ao invés de fazer 1000 testes e expor quem gera menos bugs… porquê não ensinar como realmente se programa?
A excelência do código, da interface, do programa é o sonho de toda criança.. quero dizer, programador….
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Aí chegamos a este humilde manifesto:
“Não queremos mais um relatório para saber se algo está bem feito.
Queremos sim viver a cultura da excelência.
Não queremos medir quantas linhas um programador fez.
Queremos saber o que ele desenvolveu de bom.
Não queremos medir quantos bugs desenvolvemos.
Queremos saber o quanto o programador e os usuários gostam do software produzido.
Não queremos ser a empresa com o maior número de programadores.
Queremos ser a empresa dos melhores programadores.
Não queremos um trabalho escravo.
Queremos desenvolver sob o estado de arte.”
Não é que se parece com o manifesto ágil??
Isso é software, isto é Informant.
Muito bom… realmente uma verdade cada vez mais exposta nos dias de hoje, não há como seguir com o pensamento “antigo”, principalmente se tratando de software.
Olá!
Lembro-me que uma das melhores matérias que tive no meu ensino médio foi uma aula de história no 1° ano, com o professor Lourival. O tema era a antiguidade, pérsia, assíria e outras civilizações antigas. O professor mandou nós esquecermos a maneira comum de estudar e pediu pra cada um escolher o tema que mais gostávamos, religião, alimentação, guerras, etc. para então pesquisar sobre ele e montar uma apresentação.
Eu, na época viciado em Age of Empires escolhi o tema Guerras e pesquisei com gosto sobre aquilo, preparei uma apresentação e falei a todos sobre o que eu tinha pesquisado, tive prazer no que fiz. Aquela foi uma boa experiência e confirma exatamente isso que você falou no post.
Claro, ao mesmo tempo que eu gostava do assunto muita gente escolheu qualquer assunto e não fez com dedicação, mas pessoas assim sempre existirão em todos os lugares.
“Não queremos ser a empresa com o maior número de programadores.
Queremos ser a empresa dos melhores programadores.”
Seremos!
Diego mestre! muito bom o post, parabéns cara! Sintetizou o caminho que estamos buscando e nos disciplinando… perfeito!
Realmente, o método de ensino hoje só desgasta o aluno. Eles deixam os alunos malucos tendo que estudar até oito matérias ao mesmo tempo, e ainda mais com provas, trabalhos e etc. de cada uma dessas matérias.
Lembro que quando estava no colégio não via a hora de terminar o segundo grau para poder estudar algo que eu realmente gostasse. E a maioria dos alunos pensa assim, o estudo pra eles é uma perda de tempo, esse tempo deveria ser aproveitado para incentivar o aluno a descobrir e desenvolver o que realmente gosta de estudar.
Ate+